Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

Alimentação Saudavél

 

A alimentação tem sido, ao longo da história, uma constante nas preocupações do homem. O desenvolvimento das civilizações tem estado intimamente ligado à forma como o indivíduo se alimenta. Pode-se mesmo afirmar que, a alimentação tem determinado o futuro e o destino das civilizações.

Para além de uma necessidade fundamental do ser humano, a alimentação é um dos factores do ambiente que mais afecta a saúde. “Somo o que comemos” é um velho máximo que traduz bem este facto.

O acto de comer, para além de satisfazer as necessidades biológicas e energéticas inerentes ao bom funcionamento do nosso organismo, é também fonte de prazer, de socialização e de transmissão de cultura. O entanto, não basta ter acesso a bens alimentares. É preciso “saber comer”, ou seja, saber escolher os alimentos de fora e em quantidade adequadas às necessidades diárias, ao longo das diferentes fases da vida.

Como sabermos, nas sociedades ocidentais, muitas das doenças crónicas responsáveis por doenças e mortalidade prematura (obesidade, cancro, doenças cérebro e cardiovasculares, osteoporose, entre outras) estão directamente relacionadas com a prática alimentar. Por outro lado, embora a maioria da população tenha acesso a bens alimentares básicos, persistem ainda, no nosso país, problemas de carência alimentar, em particular em grupos socialmente excluídos.

Muitos dos nossos hábitos alimentares são condicionados desde os primeiros anos de vida. Por outro lado, uma alimentação saudável durante a infância é essencial para permitir um normal desenvolvimento e crescimento, prevenir uma série de problemas de saúde ligados à alimentação, como sejam a anemia, o atraso de crescimento, mal-nutrição, a obesidade, ou a cárie dentária.

Dados da investigação sugerem que as crianças não estão dotadas de uma capacidade inata para escolher alimentos em função do seu valor nutricional, pelo contrário, os seus hábitos alimentares são aprendidos através da experiência, da observação e da educação.

O papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é portanto inquestionável.

Nas situações de disfuncionamento familiar, ou carência económica grave, a escola é, por vezes, a principal oportunidade para a aprendizagem de princípios e de comportamentos alimentares saudáveis, bem como para o suprimir de algumas carências alimentares.


publicado por habitosalimentares às 11:05
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